bringing the industry back to the craft

british-cloth-rope-dyed-indigo-loom-6
woollen-mill-west-yorkshire-7 (1)
a6ec7c691c4d9826c5eb0e75fd6a691f

It always feels better when I’m the one taking the pictures, but when great little factories are too far away, it’s still nice to be able to see it through the pictures of others.
S.E.H.Kelly is a small clothing company that makes garments with the makers of the British Isles and tries to document the process along the way – they have a section dedicated to the makers and manufacture processes.
I particularly enjoyed reading about their little adventure of bringing back to London a small weaving mill so that they could weave a limited quantity of cloth from the wool of heritage breeds of british sheep, to make a batch of twill peacoats – see pt1, pt2, pt3 and pt4 of the story here.
At first, it may sound a little bit over the top, disassembling three 1930′s mechanical looms to reassemble them in London, bringing the one and only weaver along, to make just a few meters of cloth with a very specific quality of wool, but I think this was done to prove several things are possible, and they are doing it again.
Having a small production unit, and not a big factory to do it, was the only way to relocate it to a place near their workshop in London, so that they could closely accompany the process. The old mechanical looms (not completely manual or highly industrial ones)  are the only ones that allow for a higher production rate while keeping it possible to only make the small quantity of cloth they needed for the collection. And sourcing the wool from the best heritage breeds shows they firmly believe it is the best out there and that sends a message of quality and trust on what is made or, in this case, raised in Britain.

I look at this case as an example of what could be the reindustrialization at a smaller scale and I like the idea of having more workshops  and more production diversity spread throughout the city. And at a scale somewhere between the “I take 6 months to make that because I only work on my spare time” and the “the minimum quantity we make is 5000 of each, miss” – if at somepoint in your professional life you have tried to have something made, you know what I’m talking about.

//

Sabe sempre melhor quando sou eu a fazer as fotografias, mas quando fábricas interessantes estão demasiado longe para isso, é sempre bom poder vê-las através das imagens dos outros.
A S.E.H. Kelly é uma pequena marca de roupa que recorre a pequenas unidades de produção da grã-bretanha para manufacturar as suas peças, registando o percurso numa secção dedicada aos produtores e processos de manufactura.
Gostei particularmente de ler sobre a empreitada de mover para Londres uma pequena unidade de tecelagem para produzir uma quantidade limitada de tecido em lã proveniente de ovelhas autóctones britânicas. Este tecido foi depois usado numa pequena série de casacos – ver aqui as pt1, pt2, pt3 e pt4 deste relato.
À primeira vista, parece um pouco exagerada, a ideia de desmontar três teares mecânicos dos anos 30 para os voltar a montar em Londres, trazendo consigo o tecelão, apenas para produzir uma quantidade limitada de tecido a partir de uma lã muito específica. Mas acredito que fizeram isto para provar que várias coisas são possíveis, e estão a fazê-lo novamente.
Primeiro, “relocalizar” a produção para assegurar um acompanhamento próximo do trabalho, só é possível com uma pequena unidade como esta. Depois, aqueles “velhos” teares mecânicos devem ser os únicos que permitem uma taxa de produção mais alta que o completamente manual sem obrigar à produção desenfreada do hiper-industrial. Por último, utilizar a lã de ovelhas autóctones, em peças que tenho a certeza que correspondem a altos padrões de qualidade, são um grande voto de confiança no que é feito ou, neste caso, criado em Inglaterra.

Penso neste caso como um exemplo do que poderia ser uma espécie de reindustrialização em pequena escala e agrada-me a perspectiva de ter espalhadas pela cidade mais oficinas e mais diversidade de áreas de produção. E preferencialmente numa escala intermédia, que é aquela entre o “leva 6 meses a fazer essa peça porque só trabalho nisso nos tempos livres” e o “o mínimo que fazemos são cinco mil de cada, menina” – se são gente que a alguma altura da vossa vida profissional tentaram mandar fazer alguma coisa, sabem do que eu estou a falar.

peacoat-make-9
london-weaving-cloth-mill-3 brown-tobacco-wool-tweed-british-peacoat-4

[all images belong to S.E.H Kelly]