wetplate on a bike

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We met Douglas by accident while taking a walk through the park. We saw the weird cabin attached to the bike, the camera and the table apparatus and tried to figure out what was going on. As it turns out, Douglas does wet plate collodion photography. In case you don’t know, this photography process involves sensitising a metal or glass plate in a bath of silver nitrate, expose the plate before it dries and then develop it. This needs to be done within 15 minutes and that’s why he built a mobile darkroom,  because he wanted to shoot the trees in the park and, as it seems, large trees are difficult to carry into a studio.
From what we got to see at the park, he didn’t get to photograph any trees because he kept being interrupted by strangers curious about what was going on and, after understand what it was, asking for their picture to be taken. We had the same idea, but since he was out of plates at the moment, we arranged to meet him another day and have our portrait taken at his studio.
I usually do most of the photographing around here, so it’s easy to not have any pictures of myself in the archives. That’s also because I don’t like being photographed, so there are years of my existence that haven’t been documented, except in small photos of official documents, like identity cards and bus passes. I’ll admit that having a portrait taken through the wetplate process was a clear upgrade from documenting my life through bus pass pictures. But this ended up being a special experience, not only for the pictures we got, but also because of the whole process of going somewhere specifically to have our portrait taken, using a technique that isn’t all that common anymore, but always intrigued me and, on top of all that, we got to bring home two objects that make beautiful souvenirs.

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Conhecemos o Douglas por acaso enquanto passeávamos pelo parque. Vimos a cabine estranha atrelada à bicicleta, a máquina fotográfica e a mesa cheia de parafernália e ficamos a tentar perceber o que se passava. Descobrimos que o Douglas faz fotografia usando o processo de colódio húmido. Caso não saibam, este processo fotográfico envolve sensibilizar uma chapa de vidro ou metal com um banho de nitrato de prata, expôr a chapa antes que o líquido seque e revelar a foto logo de seguida. Isto tem de acontecer em mais ou menos 15mn e foi por isso que o Douglas construiu uma cabine de revelação portátil, porque queria fotografar árvores e, ao que parece, é difícil mudar as árvores de sítio e levá-las até ao estúdio.

Pelo que vimos no parque, ele não conseguiu fotografar árvores nenhumas porque estava constantemente a ser interrompido por estranho curiosos relativamente àquele aparato todo e que, depois de perceberem do que se tratava, pediam-lhe que lhe tirasse o retrato. Nós tivemos a mesma ideia, mas como ele já tinha gasto as chapas todas, combinamos um encontro uns dias depois, no estúdio dele, para fazer a fotografia.
Normalmente, quem tira fotografias por aqui sou eu, por isso é muito fácil acabar por não ter fotografias minhas no arquivo. Também é fácil que isso aconteça porque não gosto que me tirem fotografias, por isso há anos da minha existência que estão registados apenas através de documentos oficiais, como bilhetes de identidade e passes de autocarro. Tenho de admitir que saltar directamente das fotografias tipo passe para um retrato feito através do processo de colódio húmido é um grande upgrade.
Fazer isto foi especial não só pelas duas fotografias que tiramos, mas também pelo processo todo de irmos propositadamente a um sítio fazer um retrato, através de uma técnica que já não se praticava há muitos anos, mas pela qual tinha muita curiosidade, e, depois disso tudo, ainda acabarmos por ficar com dois objectos muito bonitos para guardar como recordação.