método de corte

método de corte

método de corte
Método de Corte - a arte e a técnica de cortar e provar o vestuário feminino e infantil
Método de Corte - a arte e a técnica de cortar e provar o vestuário feminino e infantil
Método de Corte - a arte e a técnica de cortar e provar o vestuário feminino e infantil

Geralmente, as minhas visitas a alfarrabistas, antiquários ou lojas de velharias resumem-se a puro lazer, já que não consigo entender porque que é que em Portugal, acham que todas as peças são raridades à espera de ser encontradas, com o devido preço exorbitante. Ou então sou eu que sou mesmo forreta.
Já deixei ficar muitos “Grandes Livros da Costura” em lojas locais para ir comprar melhor e mais barata uma versão em inglês, onde todos sabem o devido valor que tem ou, neste caso, que não tem.
Por isso, quando vi estes dois livros, que me chamaram primeiro a atenção porque as capas eram tão bonitas e estavam em bom estado, perguntei o preço só por curiosidade. O valor era justo e trouxe para casa o “Método de Corte” de Fernando Baptista de Oliveira (edição de 1945) e o “Método de Corte – Sistema Francês” da Mme Louise Valmier (sem data).

São os dois sobre o mesmo tema, mas achei interessante um ser português e outro de um suposto sistema francês.
Não tenho intenção nenhuma de os ler de uma ponta à outra. São bons para consultar quando me apetecer. Gosto da precisão das descrições e dos esquemas que parecem equações matemáticas, pouco condescendentes com o leitor. Cobrem todo o tipo de peças de vestuário, inclusive aquelas que já foram ultrapassadas pela moda.
Eu gosto bastante das versões actuais dos livros do género, recheados de fotografias bem claras, mas sei que a maior parte das técnicas foram simplificadas para resultar num trabalho mais simples e rápido, o que agrada à maior parte do público.

Nestes livros há uma constante referência à escolha dos bons materiais, a importância do bom corte e da perfeição dos acabamentos (que devem ser cobertos no “Costura sem Mestre” do mesmo autor).
Ainda há pouco tinha lido o Little Guide for Vintage Shopping, que por acaso é completamente inútil para comprar seja o que for, mas é bom para perceber como há umas décadas atrás o cliente era mais informado e exigente, o que obrigava os grandes armazéns a venderem peças de qualidade, mesmo que produzidas em grande quantidade.
Se hoje ainda consigo encontrar peças dos anos 20 em óptimo estado, duvido que qualquer peça produzida em 2011 pelo padrões de qualidade habituais das grandes cadeias dure mais que 10 anos, quando não se auto-destrói antes da passagem à próxima estação.

—-

Usually, my visits to old bookshops, antique stores and thrift stores in general are just a small amusement, as I don’t understand why it is that in Portugal every old piece is considered to be something rare just waiting to be found, with a high price tag to go along. 
Many portuguese versions of the Reader’s Digest “Complete Guide to Sewing” have been left behind just to be bought in a better and cheaper version, in english, where everyone knows how much it is worth or, in this case, how much it isn’t.
So, when I saw these two books that caught my attention for the pretty covers, at first, I asked the price just for fun. But the price was actually fair (surprise!), and I brought home these two editions about pattern cutting – one being from a supposed french system and the other one written by a portuguese author, that actually has other books on the subject and translated the “Complete Guide to Sewing” to portuguese, published in 1945.


I have no intention of reading them from one end to the other. I just like to have them to consult whenever I need. I enjoy the precise descriptions and the patterns that look more like mathematical equations, very demanding from the reader. And they cover all types of garments, including those that didn’t survive passing trends.
I really enjoy the more recent books about this kind of subject, with all the pretty big pictures, but I know that most techniques are really simplified to cut on time and steps, which is more appreciated by the public in general.


In these old book, there are constant mentions to the quality of the fabrics, the importance of a good fit and the beauty of good detailing.
I had just read the Little Guide for Vintage Shopping, that happens to be pretty useless to actually shop but as a few pieces of valuable information, and it’s an ever present notion that a few decades back, the client was more knowing and demanding, forcing the big department stores to sell quality garments, even if produced in higher quantities.
If nowadays I can still find pieces of the 1920′s in excellent shape, I doubt that any garment made in 2011 by the current industry standards will last more than 10 years, if it doesn’t self-destroy before next season.

6 Responses
  • Carina on 22/02/2011

    Quem fala assim não é gago(a) ;-)
    Gosto muito deste post :-)
    ***

    Reply
  • Carla on 22/02/2011

    Também fico indignada com o exagero dos preços dos livros nos alfarrabistas. Ainda assim, vasculho frequentemente nas suas prateleiras à espera de encontrar preciosidades como estas, a bom preço, claro.

    Reply
  • Joana on 23/02/2011

    Hoje em dia o corte é tudo chapa 5, para corpos uniformes. O que gosto de ver no caderno de corte do meu avô (alfaiate) era a atenção dada aos corpos que saem das normas. O corte para corpo "perfeito" deve ter sido dado na primeira aula. Depois tem aulas sobre como tirar as medidas e cortar calças para pessoas coxas, e o mesmo nos casacos, para pessoas com corcundas. Delicio-me sempre com essa preocupação.

    Reply
  • Juultje on 26/02/2011

    adoro, gostava encontrar os livros como esses!! Last year we went to Alentejo and ended up on an antique market in Estromoz and we came across old newspaper also with instructions how to make garments. Loved it! I took them home with me. Some of it is hard to read but fortunately I can ask meu amor for the translation:-)

    Reply
  • Juultje on 26/02/2011

    ps. Obrigada

    Reply
  • angelica on 03/03/2011

    i love these cutting patterns and their covers. i used to live in london where thrifting in some neighborhoods was actually a lot of fun cause of the things you could find plus it was affordable to buy them. i know live in athens where thrifting doesn't really exist. you can go antique hunting but its expensive plus not as much fun.

    Reply
Comment on this post